Manifestações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizaram milhares de pessoas em diversas capitais brasileiras neste domingo (1º), sob o mote “Acorda Brasil”. Segundo estimativas do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common, o ato em São Paulo reuniu 20,4 mil pessoas, enquanto no Rio de Janeiro a presença foi de 4,7 mil no seu ápice.

Em São Paulo, a concentração ocorreu na Avenida Paulista entre 14h e 17h. A estimativa de público, feita com análise de imagens aéreas por software de inteligência artificial, aponta que, considerando uma margem de erro de 12%, o número de participantes no horário de pico (15h53) variou entre 18 mil e 22,9 mil. O evento contou com a presença de figuras políticas como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL Valdemar Costa Neto, os deputados Nikolas Ferreira (PL) e Guilherme Derrite (Progressistas), além dos governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

No Rio de Janeiro, a manifestação se concentrou na Avenida Atlântica, em Copacabana, durante a manhã e início da tarde. As críticas dos participantes e lideranças presentes se direcionaram ao governo federal e a decisões do STF, com menções específicas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Os protestos se repetiram em outras capitais, com características semelhantes:

  • Belo Horizonte: Com presença do governador Romeu Zema e dos deputados Nikolas Ferreira e Bruno Engler.
  • Salvador: Realizado no Farol da Barra.
  • Distrito Federal: Em frente ao Museu Nacional, com senadores e deputados federais.
  • Porto Alegre: No Parque Moinhos de Vento.
  • Curitiba: Na região central conhecida como “boca maldita”.
  • Outras cidades: Ato também registrado em Goiânia, Recife, Maceió, Fortaleza, Aracaju e Campo Grande.

As pautas comuns entre os manifestantes incluíram pedidos de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, críticas diretas ao presidente Lula e a ministros do STF, e manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.