O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (27) para uma visita oficial ao Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. A agenda inclui a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, além de reuniões bilaterais focadas na expansão comercial e logística entre os dois países.
Esta é a primeira viagem de Lula ao Panamá em seu atual mandato. O Brasil foi convidado como país de honra do fórum, e o presidente brasileiro será o segundo a discursar, após o presidente panamenho José Raúl Mulino.
Acordo de investimentos e expansão comercial
O acordo a ser assinado estabelece regras de proteção para investimentos panamenhos no Brasil e brasileiros no Panamá. Segundo o embaixador Alexandre Ghisleni, do Ministério das Relações Exteriores, o instrumento visa facilitar a circulação de capital para investimentos produtivos.
O intercâmbio comercial entre os dois países cresceu 78% no último ano, atingindo US$ 1,6 bilhão. As exportações brasileiras de petróleo e derivados foram o principal motor, saltando de US$ 300 milhões para US$ 1,6 bilhão.
A diplomacia brasileira agora busca equilibrar a balança comercial, incentivando importações de produtos panamenhos. Além do comércio, o Panamá é o sétimo maior destino de investimentos brasileiros no exterior, com um estoque de US$ 9,5 bilhões.
Panamá como hub logístico estratégico
O governo brasileiro destaca a importância do Panamá como centro logístico regional. O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá, por onde passam quase 7 milhões de toneladas anuais de exportações brasileiras.
O Aeroporto de Tocumen, com 20 milhões de passageiros por ano, é outro ponto estratégico para conexões com a América Central, Caribe e países como Guiana e Suriname.
Fortalecimento do Mercosul
O Panamá é o primeiro país centro-americano a se associar ao Mercosul, movimento visto com otimismo pela diplomacia brasileira. A associação reforça o bloco econômico e abre caminho para novas negociações comerciais.
A viagem ocorre em um contexto de busca por novos mercados e fortalecimento de parcerias regionais, alinhada à estratégia brasileira de diversificação de alianças internacionais.