O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (8), o veto integral ao projeto de lei que previa a redução de penas para condenados na ação penal dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O anúncio foi feito durante evento no Palácio do Planalto em memória da data e em defesa da democracia.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informaram previamente que não compareceriam ao ato, deixando Lula livre para formalizar a decisão, que já era esperada. A medida beneficiava diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar a tentativa de golpe.
Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) confirmaram o veto ao blog do Valdo Cruz, do G1. Eles afirmaram que a decisão não deve abalar a relação com os líderes do Congresso, pois Lula já havia sinalizado publicamente sua posição contrária ao projeto, aprovado tanto na Câmara quanto no Senado.
A escolha da data para o anúncio tem um caráter simbólico claro: reforçar a mensagem de que o Brasil não pode conceder benefícios a indivíduos que tentaram subverter a ordem democrática. O presidente tinha até o dia 12 de janeiro para se manifestar sobre a proposta.
Durante o evento, Lula também fez uma defesa da democracia e da soberania nacional, em um discurso que, segundo assessores, ecoou a postura adotada durante a crise do “tarifaço”. Embora não tenha citado nominalmente a Venezuela, a fala foi interpretada como um recado em meio à atual crise política no país vizinho e às críticas da oposição brasileira, que busca associar a imagem de Lula à do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
A equipe do Planalto reforçou um discurso nacionalista, focando na defesa da soberania e da integridade territorial de todas as nações, posicionando-se contra qualquer tentativa de desestabilização.
Fonte: G1 – Blog do Valdo Cruz