O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta sexta-feira (13) um tour de Carnaval por três capitais que celebram a tradicional festa popular brasileira: Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

O presidente desembarca na capital pernambucana para participar do tradicional Galo da Madrugada no sábado de Carnaval. O tema do desfile deste ano será “Frevo no Planeta Galo”, com uma apresentação voltada à conscientização ambiental e à celebração da fauna e flora brasileiras.

Em seguida, ainda no sábado, Lula segue para Salvador para acompanhar a saída do bloco Trio da Cultura, comandado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. A cantora puxará pelo terceiro ano seguido o desfile no circuito Barra-Ondina. A edição deste ano terá as participações das cantoras Josyara e Luedji Luna. Lula deve participar da festa baiana de um camarote do estado, no circuito Campo Grande.

No domingo (15), o presidente vai para o Sambódromo da Sapucaí, no Rio de Janeiro, assistir ao desfile da Acadêmicos de Niterói. A agremiação, fundada em 2018, vai contar a trajetória de Lula em seu samba-enredo. A Acadêmicos de Niterói será a primeira a desfilar no domingo de Carnaval, abrindo a programação do Grupo Especial. Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação promete narrar da infância no sertão de Pernambuco até a chegada à Presidência da República.

Parlamentares e partidos da oposição acionaram a Justiça para tentar barrar o desfile que homenageia o presidente Lula. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos de liminares feitos pelo partido Novo e pelo partido Missão contra Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói. As siglas solicitaram a condenação por propaganda eleitoral antecipada. No caso do Novo, o partido pediu a aplicação de multa de R$ 9,65 milhões.

O partido afirmou que o desfile extrapola os limites de uma homenagem cultural e passa a funcionar como peça de pré-campanha ao associar a trajetória política de Lula a elementos típicos de campanhas eleitorais. A ministra Estela Aranha, relatora do caso, afirmou que não é possível deferir o pedido, uma vez que os fatos ainda não aconteceram. A ministra ponderou, contudo, que isso não significa que, no futuro, os ministros não possam vir a analisar a conduta dos citados.

Na quarta-feira (11), a Justiça Federal rejeitou duas ações impetradas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) sobre o mesmo tema. Na decisão, o juiz federal Francisco Valle Brum indeferiu os pedidos apresentados pelos parlamentares, sob o argumento de que não cabe ação popular neste caso.