O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstra cautela quanto à criação imediata do Ministério da Segurança Pública, mesmo com a saída do ministro Ricardo Lewandowski da Justiça. A avaliação do Planalto é de que o momento ideal será após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que garantirá recursos e ferramentas adequadas à nova pasta.
Em conversas com interlocutores, Lula reforçou que a criação do ministério antes da PEC poderia gerar expectativas que não seriam correspondidas no curto prazo, aumentando as críticas ao governo em uma área já considerada sensível. A prioridade, portanto, é assegurar as condições orçamentárias e legais para que o futuro ministério tenha efetividade no combate ao crime organizado.
Contudo, há pressão interna. Uma ala do governo e secretários estaduais de Segurança defendem a criação imediata da pasta, argumentando que é necessário iniciar sua estruturação desde já para ganhar tempo.
Possíveis sucessores de Lewandowski
Enquanto a decisão sobre o novo ministério não é tomada, dois nomes surgem como fortes candidatos para assumir o lugar de Lewandowski na Justiça: o atual ministro da Educação, Camilo Santana, e Wellington Cesar Lima e Silva, ex-ministro da Justiça e atual diretor da Petrobras.
Outro nome cotado é o do advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e apoiador de Lula, que conta com respaldo de parte expressiva do PT. No momento, ele estaria fora da disputa por decisão pessoal, mas segue sendo apoiado por aliados do presidente.
Fonte: G1 – Blog do Valdo Cruz