O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados mantêm a pressão para que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) concorra ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A busca por um palanque forte no estado estratégico leva o Planalto a insistir no nome do ex-presidente do Senado, que já sinalizou a possibilidade de deixar a vida pública.
Segundo interlocutores, Pacheco tem sido procurado por ministros e há expectativa de uma nova reunião direta com Lula no fim de janeiro ou início de fevereiro. O objetivo é apresentar novos argumentos para convencê-lo a entrar na disputa. Em encontro no fim de 2025, o senador deixou uma “porta entreaberta”, afirmando que faria “reflexões” e conversaria com aliados antes de decidir.
“[Pacheco] Deixou uma porta entreaberta e, com isso, Lula criou esperança”, disse um aliado do senador. “Se houver novos argumentos que o convençam [pode concorrer], senão vai manter sua intenção [de deixar a vida pública]”, completou.
A preferência de Lula por Pacheco já se tornou pública em diversas ocasiões e chegou a criar um impasse na indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto aliados do senador esperavam sua nomeação, Lula escolheu Jorge Messias e manteve Pacheco como carta para Minas Gerais.
Independentemente da decisão sobre a candidatura, aliados de Pacheco afirmam que o senador tem a intenção de deixar o PSD, incomodado com uma suposta “guinada à direita” do partido em Minas, que filiou Mateus Simões, vice do governador Romeu Zema. Simões é pré-candidato ao governo pelo PSD.
Entre as possíveis novas siglas para Pacheco estão o União Brasil, do presidente do Senado Davi Alcolumbre, o PSB ou o MDB. No entanto, no MDB já existe um pré-candidato, o ex-vereador Gabriel Azevedo, o que poderia gerar resistências. A mudança partidária é considerada “urgente” apenas se houver candidatura, devido à necessidade de construir bases e alianças locais.