O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração contundente nesta sexta-feira (13) ao comentar sobre o uso do medicamento Ozempic. Durante agenda no Rio de Janeiro, Lula enfatizou a importância da atividade física e criticou quem busca soluções farmacológicas sem adotar hábitos saudáveis.

“Essa questão da Ozempic é delicada. Não podemos tirar do médico a obrigação de orientar corretamente as pessoas”, alertou o presidente durante a inauguração do Hospital do Andaraí.

Lula destacou a necessidade de uma abordagem multifacetada para o controle de peso: “Primeiro, a qualidade da comida: somos obrigados a orientar as pessoas que elas precisam comer comida saudável. Não pode dar injeção de presente para emagrecer se a pessoa quer comer rabada quatro vezes por dia”.

O presidente reforçou que o medicamento deve ser prescrito com critério e apenas para quem realmente necessita, mas foi incisivo ao abordar quem poderia adotar mudanças no estilo de vida: “Para quem por saúde não consegue emagrecer, a pessoa tem que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco. Andar faz bem”.

Antes da fala de Lula, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, havia mencionado seu objetivo de fornecer o Ozempic pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, cujo princípio ativo é a semaglutida, é popularmente conhecido como “caneta emagrecedora” e age reduzindo o apetite através da imitação do hormônio GLP-1.

A semaglutida é aprovada para tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, estando disponível em formulações injetáveis (Ozempic) e orais (Rybelsus). A declaração presidencial reacende o debate sobre acesso a medicamentos, educação em saúde e responsabilidade individual no cuidado com o bem-estar.