O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um convite formal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o recém-criado "conselho de paz" focado na resolução do conflito em Gaza. A informação foi confirmada por fontes oficiais e amplamente divulgada neste fim de semana.

O convite coloca o líder brasileiro como uma das figuras-chave na iniciativa internacional liderada por Washington para encerrar a guerra no território palestino. Até o momento, Lula ainda não deu uma resposta oficial sobre sua participação.

O presidente argentino, Javier Milei, também confirmou ter recebido o convite. Em uma publicação na rede social X, Milei compartilhou uma imagem da carta e afirmou que será "uma honra" participar da iniciativa, que será presidida pelo próprio Trump.

O conselho, anunciado publicamente por Trump nas redes sociais na sexta-feira (16), é descrito pela Casa Branca como um elemento central da segunda fase do plano americano para a região. "Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", declarou o mandatário americano.

Além de Lula e Milei, a lista de convidados inclui personalidades de alto nível internacional: o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o bilionário americano e investidor Marc Rowan; e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

Segundo comunicado oficial, as atribuições do conselho de paz incluirão a discussão de temas críticos para a estabilização de Gaza, como o fortalecimento da governança, o restabelecimento de relações regionais, a reconstrução da infraestrutura, a atração de investimentos e a mobilização de capital em larga escala.

Paralelamente à criação do conselho, Trump designou o major-general americano Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza. Esta força terá a missão de garantir a segurança no território e treinar uma nova força policial local para suceder ao Hamas.