O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um evento em Mauá, na Grande São Paulo, marcado pela entrega de ambulâncias e anúncios de investimentos em saúde. Durante o encontro, Lula posou para fotos com prefeitos da região e fez uma brincadeira ao notar a presença de dois gestores filiados ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente do partido deles vai bater neles porque eles estão em uma foto comigo”, afirmou Lula, em tom descontraído. Em seguida, o petista reforçou seu compromisso com o atendimento às demandas municipais, independentemente da filiação partidária dos gestores: “Só para vocês terem ideia, aqui tem dois prefeitos que são do PL. O PL é o partido do Bolsonaro, o PL é o maior inimigo nosso na Câmara, mesmo assim vocês estão recebendo ambulância porque vocês foram eleitos pelo voto e eu respeito o voto da cidade de vocês”.

O presidente destacou que um chefe de Estado não pode ser “mesquinho” ou “pequeno” e deve atender a todas as cidades, governadas por aliados ou opositores. A cerimônia no Paço Municipal de Mauá contou com a entrega de 10 kits de equipamentos para a Atenção Primária e mais quatro ambulâncias do Samu 192.

Durante o evento, Lula também pediu o apoio dos prefeitos no pacto nacional contra o feminicídio, lançado na semana anterior pelos três Poderes da República.

Em outro momento, o presidente voltou a comentar as investigações envolvendo o Banco Master, afirmando que o Brasil está perseguindo os “magnatas da corrupção”. “É a primeira vez na história do Brasil que estamos perseguindo os magnatas da corrupção nesse país”, disse. “Não é prender o cara que está na favela ou matar ele, não. É prender aquele que está de terno e gravata roubando e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami.”

Lula confirmou ter se reunido com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, assim como com dirigentes de outras instituições financeiras, mas garantiu que não haverá interferência política nas investigações. “O que eu disse pra ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master.’ O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central”, relatou o presidente, enfatizando o caráter institucional de tais encontros.