O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag Trust DTVM, gestora dos fundos do grupo Reag Investimentos. A medida encerrou imediatamente as operações da gestora, mas os fundos em si permanecem ativos, necessitando de uma nova administradora.

A Reag é investigada em operações como a Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, e a Carbono Oculto, relacionada ao PCC, sob suspeita de gerir fundos para lavagem de dinheiro. Segundo o BC, a empresa descumpriu regras legais e prudenciais, comprometendo sua operação segura e legal.

Para esclarecer as implicações para os investidores, o g1 conversou com o economista Alexandre Chaia, do Insper. Confira as principais questões:

Os fundos administrados pela Reag serão encerrados?

Não. Os mais de 80 fundos de investimento administrados pela Reag não foram encerrados. Eles continuam existindo, mas precisam ser transferidos para outras administradoras.

O que acontece com as carteiras dos investidores?

As carteiras permanecem, mas deixam de ser administradas pela Reag. Cabe agora aos gestores dos fundos ou aos próprios investidores indicar uma nova administradora ao Banco Central.

E se ninguém aceitar administrar os fundos?

Caso nenhuma nova administradora assuma os fundos, o BC decretará a liquidação deles. Nesse cenário, os clientes receberão o valor patrimonial líquido (VPL) do fundo no momento da liquidação, podendo resultar em ganho ou perda em relação ao valor aplicado inicialmente.

Com a liquidação, o cliente pode retirar o dinheiro?

Não. Com a decretação da liquidação da Reag, todas as operações estão paralisadas e aguardam avaliação do BC. Saques não estão permitidos neste momento.

Há um prazo para indicar um novo administrador?

Não há um prazo regulamentar específico. No entanto, conforme explica o economista Alexandre Chaia, a indicação deve ocorrer o mais rápido possível para a retomada das operações normais dos fundos.