O secretário estadual de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), anunciou nesta sexta-feira (30) que deve deixar o Palácio dos Bandeirantes em função das demandas do ano eleitoral para seu partido, do qual é presidente nacional.
Durante evento na Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Ancham), Kassab afirmou que ainda vai conversar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para acertar a saída, mas deixou claro que não tem “projeto pessoal” e está “muito integrado” ao governador.
Questionado sobre o interesse em ser vice na chapa de reeleição de Tarcísio em 2026, Kassab foi enfático: “Seria um privilégio grande”. Ele destacou, porém, que a escolha dos nomes para a chapa majoritária caberá ao governador, como líder da coligação.
Trajetória política
Gilberto Kassab ganhou notoriedade na vida pública nos anos 2000 como vice-prefeito de São Paulo na chapa de José Serra (PSDB). Com a saída de Serra para disputar a Presidência em 2006, Kassab assumiu a prefeitura da capital, onde permaneceu por sete anos.
Sua passagem pela prefeitura levou à criação do PSD, partido que atualmente possui o maior número de prefeitos no estado de São Paulo e no Brasil. Nos bastidores da política paulista, aliados afirmam que Kassab sempre desejou ser governador do estado.
Cenário eleitoral
Enquanto Kassab sinaliza sua saída do governo, Tarcísio de Freitas reafirmou na quinta-feira (29) que sua prioridade é a reeleição ao governo de São Paulo. O governador visitou Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, e reiterou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
O movimento na direita ganhou novos contornos com a desfiliação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil e sua migração para o PSD. Caiado já manifestou interesse em ser candidato presidencial em 2026, assim como outros governadores do partido: Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS).
Tarcísio comentou que Bolsonaro viu “com bons olhos” a movimentação de Caiado, entendendo que “é uma candidatura que soma a esse projeto” de oposição ao PT.