O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que a escolha do candidato do partido à Presidência da República em 2026 não será pautada exclusivamente por pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao Estúdio i, Kassab afirmou que a direção partidária considerará um conjunto mais amplo de fatores políticos.
“Tem essa possibilidade”, disse Kassab, referindo-se à chance de um pré-candidato menos bem posicionado nas sondagens ser o escolhido. “Significa que será um conjunto de fatores que serão analisados. A pesquisa do momento também é importante, evidente, mas quando você fala que é uma solução política, envolverá uma série de outros fatores, perspectivas, relacionamento.”
O presidente do PSD descartou a realização de prévias dentro do partido, classificando o método como “indicativo de crise”. Ele reforçou que a decisão final será tomada de forma harmônica pela cúpula da sigla. Atualmente, três governadores são os nomes mais cotados para a candidatura: Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO).
Kassab também abordou as declarações do governador Ratinho Junior sobre um eventual apoio mútuo entre o candidato do PSD e Flávio Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno. Para o presidente do partido, essa migração de votos seria “quase natural”, dado o perfil do eleitorado de centro-direita.
“O eleitor do nosso candidato é muito mais próximo do eleitor do Flávio Bolsonaro do que do eleitor do Lula. […] É quase que natural que o eleitor do Flávio vote no nosso candidato no segundo turno e vice-versa”, projetou Kassab.