O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou que as palavras “nunca” e “jamais” devem ser evitadas no vocabulário político, especialmente quando se discute o futuro eleitoral do governador Tarcísio de Freitas. Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, Kassab avaliou que, embora a reeleição em São Paulo seja o cenário mais provável, uma candidatura presidencial do aliado ainda não pode ser totalmente descartada.
“A palavra nunca, a palavra jamais, são palavras que você deve evitar na política. Porque as circunstâncias mudam, os fatos novos surgem. Mas a avaliação que eu faço hoje é que o provável, mesmo, é que ele seja candidato à reeleição em São Paulo. Mas jamais eu vou usar a palavra nunca, é incompatível com a política”, afirmou o presidente do PSD.
O governador Tarcísio de Freitas, por sua vez, reafirmou seu compromisso com o estado de São Paulo após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento com o estado de São Paulo. Sou grato”, declarou Tarcísio, acrescentando que apoiará a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O PSD fortaleceu sua bancada de presidenciáveis com a recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil. Agora, o partido conta com três nomes para a disputa presidencial: além de Caiado, os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Kassab explicou que a escolha do candidato do PSD será feita por meio de uma decisão política da direção partidária, sem prévias ou pesquisas como critério único. “Nós temos o entendimento, e os três estão de acordo, de que haverá uma decisão política, conduzida pela direção do partido, que ouvirá as principais lideranças do país. Tenho certeza absoluta que nós teremos uma solução que não haverá contestação. Ela será harmônica”, afirmou.
O presidente do PSD também projetou que, em um eventual segundo turno contra o presidente Lula, o candidato do partido receberia “quase que automaticamente” os votos de Flávio Bolsonaro. Sobre a entrada de Caiado, Kassab destacou que a mudança ocorreu porque o projeto presidencial do governador não teria chances no União Brasil, enquanto no PSD ele integra um grupo competitivo.
Ronaldo Caiado, em entrevista ao mesmo programa, expressou “certeza absoluta” de que o PSD terá candidato à presidência e garantiu que os outros dois governadores apoiarão ativamente a campanha do escolhido, embora tenha descartado qualquer acordo prévio sobre a vice-presidência.