Se a culinária italiana tivesse um atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, seria o Grana Padano. O irmão mais velho, mais barato e com textura quebradiça do Parmigiano-Reggiano parece estar em todo lugar, servindo como um embaixador gastronômico para a Itália no grande palco olímpico.

A estratégia de marketing da Itália para os Jogos Olímpicos de Inverno incluiu uma forte aposta no Grana Padano. O queijo, com sua Denominação de Origem Protegida (DOP), foi apresentado em eventos, menus oficiais e ações promocionais, visando cativar atletas, delegações e a imprensa internacional. A iniciativa busca não apenas promover o produto, mas também reforçar a imagem da Itália como um país de excelência alimentar e tradição.

O Grana Padano, produzido principalmente nas regiões da Lombardia, Emília-Romanha e Piemonte, é um queijo de leite de vaca parcialmente desnatado, envelhecido por pelo menos nove meses. Sua versatilidade na cozinha, sabor marcante e preço mais acessível em comparação ao Parmigiano-Reggiano o tornam um produto ideal para uma campanha de alcance global.

Esta movimentação ocorre em um contexto de recordes nas exportações do queijo italiano, mas também de desafios, como as tensões comerciais e tarifárias que podem afetar as vendas no exterior. A visibilidade proporcionada pelos Jogos Olímpicos é uma oportunidade valiosa para consolidar mercados e abrir novos.

Assim, longe das pistas de gelo e das montanhas de neve, o Grana Padano disputa sua própria medalha de ouro: a conquista do paladar do mundo.