A Justiça italiana remarcou para a próxima terça-feira (10 de fevereiro) a audiência que decidirá sobre o pedido de extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli (PL-SP). A sessão havia sido adiada após a defesa solicitar a troca dos juízes responsáveis pelo caso.
Este será o quarto adiamento do processo. Na nova audiência, o tribunal deve se pronunciar sobre a aceitação ou rejeição da contestação apresentada pela defesa. Enquanto isso, a análise do mérito da extradição permanece suspensa.
Zambelli, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), fugiu para a Itália em maio e foi presa em Roma em julho. A ex-parlamentar, que possui cidadania italiana, alega perseguição política e judicial no Brasil.
Durante as audiências anteriores, a defesa apresentou diversos argumentos contra a extradição, incluindo questionamentos sobre as condições carcerárias no Brasil. Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes enviou um documento detalhado com informações e imagens da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia), local onde Zambelli ficaria detida se extraditada.
A Justiça italiana mantém a ex-deputada presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma, por entender que há “fortes indícios” de risco de fuga. A defesa tentou, sem sucesso, obter a liberdade ou prisão domiciliar para a cliente, alegando problemas de saúde. No entanto, laudo médico determinou que as condições são compatíveis com o regime carcerário e que os tratamentos necessários podem ser realizados dentro da prisão.
O Ministério Público italiano já se manifestou a favor da extradição. Caso a Corte de Apelação negue o pedido, Zambelli poderá ser solta. Se a extradição for autorizada, o processo ainda passará por recursos na Corte de Cassação antes da decisão final do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.