O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma forte queda nesta quinta-feira (12), negociando abaixo dos 180 mil pontos. Por volta das 12h40, o índice recuava 2,56%, aos 179.265 pontos. Paralelamente, o dólar comercial registrava alta de 1,06%, cotado a R$ 5,2133 na venda.

No cenário doméstico, o foco dos investidores esteve na divulgação do IPCA de fevereiro. O índice oficial de inflação do Brasil subiu 0,70% no mês, resultado que, embora tenha feito o acumulado em 12 meses recuar para 3,81% (ante 4,44% anterior), ficou acima da expectativa do mercado, que previa alta próxima de 0,6%. O principal impacto veio do grupo Educação, com alta de 5,21%, pressionado pelo reajuste anual das mensalidades escolares.

Nos Estados Unidos, os dados econômicos também influenciaram o humor. O número de pedidos semanais de auxílio-desemprego caiu para 213 mil, ligeiramente abaixo do esperado, sinalizando relativa estabilidade no mercado de trabalho. No entanto, a persistência de um ambiente de alta inflação global mantém os investidores cautelosos quanto ao ritmo futuro de cortes de juros pelo Federal Reserve.

O fator petróleo foi decisivo para a aversão ao risco. Novos ataques a navios mercantes no Oriente Médio, envolvendo forças iranianas, elevaram as tensões geopolíticas e fizeram o preço do barril voltar a superar a marca de US$ 100. O Brent operava em alta de quase 7%, próximo a US$ 98. A Agência Internacional de Energia (IEA) anunciou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para tentar conter a escalada de preços, a maior liberação da história.

Resumo dos Mercados

  • Dólar: Alta de 1,06%, a R$ 5,2133. No ano, acumula queda de 6,01%.
  • Ibovespa: Queda de 2,56%, aos 179.265 pontos. No ano, ainda acumula ganho de 14,18%.
  • Petróleo (Brent): Alta de 6,98%, a US$ 98,38 o barril.

Mercados Globais: O nervosismo se espalhou pelas bolsas internacionais. Em Wall Street, os futuros dos principais índices indicavam abertura em queda. Na Ásia, as bolsas fecharam no vermelho, com destaque para Taiwan (-1,56%) e Austrália (-1,31%). A alta do petróleo alimenta temores de nova pressão inflacionária global, podendo adiar a flexibilização das políticas monetárias nos países desenvolvidos.