O Grupo Fictor, conglomerado brasileiro fundado em 2007, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em fevereiro de 2026. A medida abrange a holding e a empresa de investimentos do grupo, que busca reequilibrar suas finanças diante de compromissos estimados em cerca de R$ 4 bilhões.
Com atuação diversificada nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura, real estate e soluções de pagamento, o grupo afirma empregar mais de 10 mil pessoas de forma direta e indireta. Suas subsidiárias ficaram de fora do pedido e devem manter as operações normalmente.
A crise de liquidez que levou à recuperação judicial está ligada a eventos de novembro de 2025, quando um consórcio liderado por um dos sócios do grupo anunciou a intenção de comprar o Banco Master. Um dia depois, o banco foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central. Segundo a Fictor, o episódio afetou sua reputação e provocou restrições de crédito.
Antes de recorrer à Justiça, o grupo implementou um plano de reestruturação que incluiu redução da estrutura física e do quadro de funcionários, com o objetivo de preservar direitos trabalhistas e agilizar o pagamento de indenizações.
O processo de recuperação judicial permitirá que o Grupo Fictor renegocie suas dívidas com credores sob supervisão judicial, enquanto busca manter as atividades operacionais de suas diversas frentes de negócio.