Os Ministérios do Esporte e da Igualdade Racial emitiram uma nota oficial nesta quarta-feira (18) manifestando total solidariedade ao atacante Vinícius Júnior. A declaração ocorre após o jogador denunciar ter sido alvo de insultos racistas durante a partida entre Real Madrid e Benfica, válida pela Liga dos Campeões da UEFA, na noite de terça-feira (17).
No documento, as pastas governamentais classificam como “inaceitável” a ocorrência de manifestações racistas em ambientes esportivos, que, segundo elas, devem ser espaços de respeito, convivência e promoção da igualdade racial. “O racismo é uma violação de direitos humanos e um atentado aos princípios fundamentais do esporte. Racismo é crime”, afirma o texto.
O governo brasileiro informou que acompanhará de perto a apuração aberta pela UEFA, expressando a expectativa de que “sejam adotadas medidas firmes para responsabilizar os envolvidos e prevenir novos episódios”.
O episódio em Lisboa
A situação ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, após Vinícius Júnior marcar um gol contra o Benfica. Durante sua comemoração, próximo a uma torcida organizada da equipe portuguesa, iniciou-se uma confusão generalizada que resultou em um cartão amarelo para o brasileiro.
Posteriormente, já com o jogo em andamento, o jogador reclamou ao árbitro francês François Letexier sobre insultos proferidos da lateral do campo. O árbitro acionou imediatamente o protocolo antirracismo da UEFA, paralisando a partida temporariamente. Relatos indicam que, mais tarde, torcedores do Benfica passaram a xingar em coro o atleta, que também teria tido objetos arremessados em sua direção.
Investigação em andamento
A UEFA confirmou a abertura de uma investigação sobre o caso e designou um inspetor independente de Ética e Disciplina para conduzir a apuração da denúncia feita por Vinícius Júnior.
Em sua nota, os ministérios também destacaram a importância do acionamento do protocolo antirracismo durante a partida e lembraram que, em 2025, firmaram um protocolo de intenções para intensificar o combate ao racismo no esporte através de ações de conscientização, formação e monitoramento.
“O Brasil reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade racial, do respeito e da dignidade humana dentro e fora dos campos”, conclui o texto, reforçando que o enfrentamento ao racismo deve ser “permanente e coletivo”.