Parlamentares da base governista protocolaram um pedido formal ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando a anulação da votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

O documento, entregue na noite de quinta-feira (26), alega “fraude na condução da votação simbólica” e pede a suspensão imediata dos efeitos da decisão, além de uma análise final que declare a nulidade da deliberação.

Tumulto durante a sessão

A sessão da CPMI foi marcada por confusão e empurra-empurra após o anúncio do resultado. Parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar, e relatos indicam que alguns socos foram desferidos durante o tumulto. Entre os envolvidos na confusão estavam deputados como Rogério Correa (PT-MG) e Evair de Melo (PP-ES).

Controvérsia na contagem de votos

A votação, que aprovou a quebra de sigilo por 7 votos a favor, foi realizada por “contraste visual”, método em que o presidente analisa visualmente os parlamentares a favor (sentados) e contra (de pé). O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou ter havido 7 votos, desconsiderando suplentes.

Os governistas contestam veementemente essa contagem. Eles alegam que, na realidade, 14 parlamentares votaram contra a medida, o que inverteria o resultado. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) baseou o pedido de anulação nessa divergência, citando imagens da TV Senado que, segundo ele, comprovam a contagem errônea.

Próximos passos

A presidência do Senado informou que Alcolumbre analisará as imagens da sessão em conjunto com a Advocacia do Senado, a Polícia Legislativa e a Secretaria-Geral da Mesa. Não há um prazo definido para a decisão. Além do pedido de anulação, os governistas também solicitaram que Alcolumbre encaminhe ao Conselho de Ética do Senado uma denúncia contra Carlos Viana por eventual quebra de decoro parlamentar.

Enquanto isso, o presidente da CPMI manteve o resultado da votação e rejeitou o pedido de recontagem, afirmando que a decisão está validada.