A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), anunciou nesta quarta-feira (28) que Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (Conselhão), é seu “sucessor natural” na pasta. A declaração ocorre após sua decisão de deixar o ministério em março para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná nas eleições de 2026.

Questionada sobre quem assumirá a SRI, Gleisi afirmou que não cabe a ela antecipar o anúncio, mas reforçou que Noleto é “o nome natural”. “Obviamente, quem vai anunciar é o presidente Lula. O presidente acha que quem assume tem que dar sequência ao que nós fizemos até agora. Quem está dentro dos ministérios, em secretarias-executivas, pode assumir e completar o trabalho”, disse a ministra a jornalistas na Esplanada dos Ministérios.

A SRI é considerada um dos ministérios mais estratégicos do governo, responsável pela articulação política com o Congresso Nacional. Gleisi, que é deputada federal licenciada, inicialmente planejava concorrer à reeleição para a Câmara, mas mudou de plano a pedido do presidente Lula, que busca nomes fortes para ampliar a base do PT no Senado.

“Em uma conversa com o presidente Lula, e dentro da estratégia de disputa efetiva, ele me chamou para ser candidata a senadora. Aceitei com alegria. Já fui senadora e temos chance de boa campanha. Com isso, me licencio no final de março”, explicou Gleisi.

Perfil do indicado: Olavo Noleto atualmente comanda o Conselhão, órgão vinculado à SRI que reúne ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir políticas públicas. Anteriormente, foi secretário-executivo da SRI durante a gestão do ministro Alexandre Padilha.

Contexto eleitoral: Gleisi Hoffmann integra o grupo de mais de 20 ministros que devem deixar o governo para concorrer nas eleições de 2026. A legislação eleitoral exige que titulares de cargos públicos se afastem até seis meses antes do pleito, com prazo até 4 de abril.

Defesa de Haddad: A ministra também defendeu a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve deixar o cargo nos próximos meses. “Todos têm que entrar em campo, vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, sejam candidatos. Precisamos vencer a disputa nos estados e impedir que a extrema direita volte a governar”, afirmou Gleisi, reforçando o tom de união do campo progressista.