O sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi alvo de uma nova manipulação na última terça-feira (20). Criminosos tentaram expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O caso foi confirmado pelo CNJ nesta quinta-feira (22).
De acordo com o órgão, os mandados não chegaram a ser efetivamente emitidos. Houve uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”. O CNJ nega qualquer invasão do sistema, atribuindo o incidente ao “uso fraudulento de credenciais” obtidas de forma ilícita.
“A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, afirmou o Conselho em nota oficial.
O método utilizado na tentativa de fraude é o mesmo empregado em dezembro de 2025, quando alvarás de soltura fraudados permitiram a fuga de quatro detentos do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte. Na ocasião, o CNJ também negou invasão ou falha estrutural, culpando o “roubo de credenciais”.
Recentemente, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o líder de uma organização criminosa especializada em acessar ilegalmente sistemas do Judiciário. A quadrilha utilizava credenciais de juízes para cometer fraudes, incluindo emissão de alvarás de soltura, alteração de mandados de prisão e liberação de valores retidos.
O CNJ mantém que não houve violação ou comprometimento de seus sistemas, reforçando que as ações criminosas partiram do uso indevido de acessos de usuários de tribunais.