O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está a montar, nos bastidores, um núcleo de conselheiros na área económica para a sua campanha eleitoral, recorrendo a nomes que integraram a gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os interlocutores que já fazem parte do projeto estão Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), e Adolfo Sachsida, ex-secretário do Ministério da Economia.
Segundo aliados próximos, o grupo procura ainda uma figura central capaz de concentrar a agenda económica e dar uma identidade clara ao projeto, um papel equivalente ao que Paulo Guedes desempenhou na campanha de Jair Bolsonaro. Em linguagem interna, diz-se que Flávio ainda não encontrou o seu próprio “Posto Ipiranga”.
O nome ideal para o núcleo seria Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, mas esta hipótese é considerada fora de questão. Campos Neto não se envolverá no projeto, tanto pelo seu reposicionamento no setor privado — atualmente é executivo do Nubank — como pela relação próxima que mantém com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A avaliação interna é de que, embora já exista um embrião de equipa económica, Flávio Bolsonaro ainda não identificou um nome com estatura política suficiente para ser o principal formulador e porta-voz da área, uma lacuna vista como estratégica para cativar setores do mercado e empresários.