A menos de um ano para as eleições de 2026, nomes conhecidos da política nacional nos últimos anos articulam o retorno ao cenário eleitoral. Após períodos de afastamento, derrotas nas urnas ou atuação nos bastidores, essas lideranças voltaram a ser citadas em conversas partidárias, pesquisas internas e movimentações públicas, reacendendo disputas e redesenhando alianças.

O fenômeno não é novo na política brasileira, mas ganha força em um contexto de polarização, reorganização partidária e busca por nomes conhecidos do eleitorado.

Principais nomes em movimento

Entre as figuras que planejam retornar à disputa eleitoral estão:

  • Eduardo Cunha: Ex-presidente da Câmara dos Deputados, anunciou que disputará uma vaga de deputado federal por Minas Gerais. Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016 e foi uma figura central no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
  • José Dirceu: Ex-ministro da Casa Civil, teve processos anulados pelo STF e recuperou seus direitos políticos. O petista já sinalizou que deve concorrer ao cargo de deputado federal.
  • Ciro Gomes: Ex-governador do Ceará e ex-ministro, filiou-se ao PSDB no final de 2025 e deve ser candidato ao governo do estado. Gomes já foi candidato à presidência da República quatro vezes.
  • José Roberto Arruda: Ex-governador do Distrito Federal, declarou-se pré-candidato ao governo do DF, embora enfrente questões jurídicas relacionadas a uma condenação por improbidade administrativa.
  • João Paulo Cunha: Ex-presidente da Câmara dos Deputados, tentará uma vaga de deputado federal pelo PT.
  • Delúbio Soares: Ex-tesoureiro do PT, também busca uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Contexto eleitoral

As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno para cargos majoritários). Os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai até 15 de agosto de 2026.

O retorno dessas figuras conhecidas reflete tanto estratégias partidárias para capitalizar reconhecimento eleitoral quanto o desejo pessoal de retomar carreiras políticas interrompidas por diferentes circunstâncias.