O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começa nesta segunda-feira (19) o ressarcimento de aproximadamente 377 mil credores que investiram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master. Os pagamentos serão realizados à vista, em parcela única, diretamente aos investidores que finalizaram o processo de solicitação.

Inicialmente, o número de credores elegíveis era estimado em 1,6 milhão, mas o FGC revisou o total para cerca de 800 mil. O montante total a ser desembolsado em garantias é de R$ 40,6 bilhões, valor ligeiramente inferior à previsão inicial de R$ 41,3 bilhões. A instituição possui liquidez de R$ 125 bilhões para honrar seus compromissos.

O prazo para solicitação do ressarcimento começou no sábado (17). Pessoas físicas devem utilizar o aplicativo do FGC, enquanto empresas precisam acessar o site oficial. O FGC alerta que tentativas de validação de biometria com documentos sem CPF têm causado recusas no processo.

Após instabilidades no sistema no sábado, o aplicativo opera normalmente, processando cerca de 9 mil pedidos por hora. O FGC reforça que não cobra taxas, não antecipa valores, não utiliza intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS, alertando os credores sobre tentativas de golpe.

A cobertura do FGC protege saldos de correntistas e investidores até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando esse teto. Produtos como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs são cobertos. Investimentos em debêntures, CRIs, CRAs e fundos não têm garantia automática do fundo.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025, após operar com alto risco devido a custos de captação elevados e exposição a investimentos com juros muito acima do mercado.