Nada chacoalha mais o mundo da gastronomia que as listas, os rankings, as estrelas, as medalhas. Esse sistema é parte do que tornou o setor tão popular e desejado no mundo, mas é também gerador de uma cascata de problemas. Muitos perdem o juízo, a paz e até a vida por conta de premiações. Outros ganham rios de dinheiro e notoriedade.
A busca obsessiva pelo “melhor” vinho, ou pelo restaurante mais estrelado, frequentemente ofusca o que realmente importa: a experiência pessoal, o contexto, o gosto individual e a história por trás de cada garrafa ou prato. A classificação pode ser um guia útil, mas nunca deve ser um veredito absoluto.
O universo do vinho, em particular, é vasto e subjetivo. Um mesmo vinho pode evocar sensações completamente diferentes em duas pessoas, ou na mesma pessoa em dias distintos. Fatores como a ocasião, a companhia, a comida harmonizada e até o estado de espírito do apreciador desempenham papéis cruciais.
Portanto, em vez de buscar desesperadamente o “melhor do mundo”, talvez o caminho mais rico seja explorar, experimentar e descobrir o que é melhor *para si*. A verdadeira excelência está na diversidade, na surpresa e na conexão pessoal que uma taça de vinho pode proporcionar.