A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um comunicado oficial nesta quinta-feira (15) esclarecendo a decisão do governo norte-americano de suspender a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre os quais o Brasil. A medida, que entra em vigor em 21 de janeiro, visa incluir estas nações em uma lista de “alto risco” para uso de benefícios públicos de assistência social.

Segundo a nota da embaixada, a ação está alinhada com a política do presidente Donald Trump de exigir que imigrantes sejam financeiramente autossuficientes. “O presidente Trump tem deixado claro que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os americanos”, diz o texto.

O congelamento afeta apenas vistos de imigração que concedem autorização de residência permanente (green card), não se aplicando a vistos de turismo ou negócios. O Departamento de Estado anunciou que está realizando uma “revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes” para garantir que imigrantes destes países não utilizem indevidamente programas de assistência social.

Países afetados pela suspensão

Além do Brasil, a lista completa inclui nações como Afeganistão, Albânia, Argélia, Bangladesh, Cuba, Egito, Haiti, Irã, Iraque, Líbano, Marrocos, Nigéria, Paquistão, Rússia, Síria, Venezuela e Uruguai, totalizando 75 países.

O que acontece com vistos já emitidos e entrevistas marcadas?

A embaixada esclareceu as principais dúvidas sobre a implementação da medida:

  • Vistos já concedidos: Permanecem válidos. Nenhum visto de imigrante foi revogado.
  • Entrevistas marcadas: Continuarão a ser realizadas, mas nenhum visto de imigração será emitido para cidadãos dos países listados durante o período de suspensão.
  • Exceção à regra: Cidadãos com dupla nacionalidade que solicitarem o visto com um passaporte válido de um país não incluído na lista estão isentos da suspensão.

A medida reflete uma mudança significativa na política de imigração dos EUA, priorizando critérios de autossuficiência financeira e reforçando barreiras para candidatos de nações consideradas de alto risco para o sistema de bem-estar social americano.