Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (13) uma significativa flexibilização das sanções ao setor energético da Venezuela, emitindo licenças que permitem a retomada de operações de petróleo e gás por grandes empresas globais no país.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro autorizou especificamente as petrolíferas Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol a reiniciarem suas atividades na Venezuela. Além disso, uma segunda licença geral abre caminho para que empresas de todo o mundo possam negociar novos contratos de investimento no setor de petróleo e gás venezuelano, com exceção de transações envolvendo companhias da Rússia, Irã ou China.
Esta é a maior medida de alívio das sanções desde a destituição do presidente Nicolás Maduro no mês passado. As restrições econômicas dos EUA à Venezuela estavam em vigor desde 2019.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em visita ao país, afirmou que as vendas de petróleo venezuelano desde a mudança de governo já somam US$ 1 bilhão, com potencial de alcançar mais US$ 5 bilhões nos próximos meses. Wright ressaltou que os EUA manterão o controle sobre os lucros até que seja estabelecido um “governo representativo” na Venezuela.
O governo norte-americano também emitiu diversas licenças para facilitar exportações, armazenamento, importações e vendas de petróleo venezuelano, além de autorizar o fornecimento de bens, tecnologia e serviços dos EUA para o setor.
Em um movimento para atrair investimentos, a administração atual tenta trazer de volta empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips, cujos ativos foram confiscados em 2007. A ExxonMobil está atualmente em negociações com o governo venezuelano e coletando dados sobre o setor, segundo o secretário Wright.