O governo dos Estados Unidos anunciou planos para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia na população americana, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio que afetou o mercado global de petróleo.

O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira (2) que o Tesouro e o Departamento de Energia detalharão as ações na terça-feira (3). “A partir de amanhã, vocês verão [o governo] lançando essas fases para tentar mitigar isso… Nós previmos que isso poderia ser um problema”, afirmou Rubio a repórteres no Capitólio.

Os preços do petróleo e do gás dispararam após os recentes ataques e retaliações entre Israel, EUA e Irã, que levaram ao fechamento de instalações de petróleo e gás na região e interromperam o transporte marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.

Cenário de tensão e impactos na produção

Em meio ao conflito, os preços do petróleo chegaram a subir 13%, ultrapassando a marca de US$ 82 por barril – o valor mais alto desde janeiro de 2025.

Vários países e empresas tomaram medidas preventivas:

  • Catar: Suspendeu a produção de gás natural liquefeito após uma instalação da QatarEnergy ser atingida por drones.
  • Arábia Saudita: Fechou por precaução sua maior refinaria doméstica, em Ras Tanura, com capacidade para 550 mil barris por dia.
  • Curdistão iraquiano: A maior parte da produção de petróleo foi interrompida. Empresas como DNO, Gulf Keystone Petroleum, Dana Gas e HKN Energy paralisaram operações preventivamente.
  • Israel: Determinou que a Chevron suspendesse temporariamente as operações no campo de gás Leviatã, um dos maiores do país. A empresa Energean também desligou sua plataforma que atendia campos menores.

Os departamentos de Energia e do Tesouro dos EUA não responderam imediatamente a pedidos de comentário da agência Reuters.