Um alto funcionário do Departamento de Estado norte-americano afirmou que o governo Trump deseja “relações estáveis com a China”, mas deixou claro que não há confiança em Pequim. A declaração foi feita por Jacob Helberg, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos e comissário da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, durante audiência no Congresso.
A afirmação ocorre em um momento de tensão comercial renovada, semanas antes da visita programada do presidente Donald Trump à China, entre 31 de março e 2 de abril, para um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping.
O cenário foi agravado por uma recente decisão de Trump de aumentar a tarifa global de importação para 15%, anunciada em sua rede social Truth Social. A medida, segundo o presidente, visa corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicariam a economia americana. A decisão veio após a Suprema Corte dos EUA ter considerado que Trump extrapolou sua autoridade em uma política tarifária anterior.
Em resposta, a China solicitou formalmente a suspensão das tarifas, argumentando em nota do Ministério do Comércio que as taxas “violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes”.
O ambiente de desconfiança mútua e as medidas protecionistas marcam a complexa relação entre as duas maiores economias do mundo, definindo um cenário delicado para a diplomacia e o comércio global.