Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro estratégico e “muito promissor” no fornecimento de minerais críticos, essenciais para a indústria de alta tecnologia. A declaração foi feita por Caleb Orr, secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, durante coletiva de imprensa online.
“Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país”, afirmou Orr.
O interesse norte-americano surge em um contexto global de busca por segurança no abastecimento destes recursos, intensificado após a China, maior produtora mundial, ter adotado medidas que abalaram os mercados. O Brasil, com sua vasta reserva de terras raras (a segunda maior do mundo), cobre, níquel e nióbio, tornou-se um foco de atenção.
Recentemente, os EUA reuniram o Brasil e outras 54 nações, como Coreia do Sul, Índia, Japão e Alemanha, para apresentar o “Projeto Vault”, uma iniciativa estratégica que visa formar um bloco comercial de minerais críticos, apoiado por bilhões em financiamento. O Brasil ainda avalia sua participação formal.
Orr evitou detalhar termos comerciais ou preços, mas afirmou que as cadeias de suprimento resultantes de possíveis parcerias poderiam envolver processamento tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Nossa abordagem reconhece que as cadeias de suprimento exigem parcerias sólidas”, disse.
Como forma de apoio, os EUA estudam canalizar recursos por meio da Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional (DFC), que já financiou projetos das empresas brasileiras Serra Verde e Aclara.
O setor mineral brasileiro tem recebido crescente interesse internacional, com várias comissões estrangeiras buscando reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e suas associadas, como Vale, BHP e Anglo American.