O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença geral que permite o envio de bens, tecnologia e serviços americanos para a exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na Venezuela. A medida, divulgada pela agência Reuters, era aguardada e visa contribuir para o aumento da produção no país, que hoje está próxima de 1 milhão de barris por dia.

A flexibilização ocorre no contexto de um acordo de fornecimento de petróleo no valor de US$ 2 bilhões, firmado com o governo interino liderado por Delcy Rodríguez. A licença determina que contratos com o governo venezuelano ou com a estatal PDVSA sigam as leis dos EUA, com disputas resolvidas em solo americano, e que pagamentos a entidades sancionadas sejam feitos em um fundo supervisionado pelos Estados Unidos.

No entanto, a autorização não permite a formação de novas joint ventures ou outras entidades para explorar ou produzir petróleo ou gás no país. Ela se concentra em transações destinadas à manutenção das operações existentes, incluindo reparos de equipamentos.

Paralelamente, autoridades americanas elaboraram um plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera venezuelana, que prevê a expansão de produtores estrangeiros e a entrada de novos participantes. Empresas como Chevron, Repsol, ENI e Reliance Industries já solicitaram licenças individuais para ampliar sua produção ou exportação no país.