Três décadas após os eventos que colocaram a cidade de Varginha (MG) no centro de um dos maiores mistérios ufológicos do mundo, o debate sobre vida extraterrestre ganha um novo e inesperado contorno: o econômico. Um relatório elaborado por uma ex-analista sênior do Banco da Inglaterra coloca em pauta os possíveis efeitos globais de uma confirmação oficial da presença alienígena.
O documento, de autoria de Helen McCaw, argumenta que tal revelação representaria um “choque ontológico” capaz de desestabilizar mercados, governos e o sistema financeiro internacional. A constatação de tecnologias além do conhecimento humano atual poderia, segundo a economista, tornar paradigmas produtivos obsoletos, afetando setores como energia, defesa, transporte e tecnologia de forma imediata.
O relatório alerta para um cenário de elevada incerteza, que poderia levar a uma fuga de capitais, reavaliação de ativos e aumento da volatilidade global, em uma crise de confiança potencialmente superior às vividas em 2008 ou durante a pandemia. Nesse contexto, o papel dos bancos centrais se expandiria, exigindo a avaliação formal de riscos à estabilidade financeira associados aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP).
Além dos impactos financeiros imediatos, McCaw projeta consequências de longo prazo. Países que não se prepararem institucionalmente para o tema poderiam perder competitividade em uma eventual corrida científica e tecnológica desencadeada pela revelação. Por outro lado, o incentivo à pesquisa poderia resultar em avanços extraordinários em áreas como física e ciência de materiais, impulsionando a inovação e o crescimento econômico futuro.
O estudo também destaca os impactos sociais indiretos na economia, como mudanças nos padrões de consumo, nas relações de trabalho e nas crenças sociais. Uma demanda inédita por serviços de saúde mental poderia pressionar os orçamentos públicos, alterando prioridades fiscais dos governos.
O relatório conclui com um apelo por planejamento proativo e transparência, argumentando que a política atual de silêncio apenas transfere o risco para um momento futuro, quando qualquer reação teria de ser imediata e improvisada.