Após seis anos, o Espírito Santo ultrapassou São Paulo e retomou a posição de segundo maior produtor de petróleo do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro.
O estado capixaba foi responsável por 5,12% de toda a produção nacional de petróleo em 2025, segundo dados consolidados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). São Paulo produziu 4,89%, enquanto o Rio de Janeiro lidera com folga, respondendo por 87,8% do total nacional.
Ao longo de 2025, o Espírito Santo produziu 70,45 milhões de barris, um aumento de 24,3% em relação aos 56,65 milhões de barris registrados em 2024.
Além da posição no ranking, o estado abriga um dos cinco campos que mais produziram petróleo no período. O Campo de Jubarte, no Sul do estado, teve uma média de 152 mil barris por dia, correspondendo a 4,14% da produção nacional.
Os outros maiores produtores foram os campos de Tupi (21,36%), Búzios (20,47%), Mero (14,44%) e Itapu (4,19%). Juntos, esses cinco campos representam cerca de 65% da produção total marítima do país.
Segundo Nathan Diirr, gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, a expectativa é que a produção capixaba seja reforçada nos próximos meses com a retomada das operações do navio-plataforma Maria Quitéria. A unidade, que tem capacidade para produzir até 100 mil barris de óleo por dia, está parada desde 11 de dezembro de 2025 para reparos no gasoduto, com previsão de retorno para o final de fevereiro de 2026.
A produção de petróleo no Brasil bateu recorde em 2025, com média diária de 3,770 milhões de barris, um aumento de 12,3% em relação a 2024. A produção de gás natural também cresceu, atingindo 179 milhões de metros cúbicos por dia, um crescimento de 17%.
Quase 80% da produção nacional de petróleo e gás é proveniente de reservatórios do pré-sal. O pós-sal e a produção terrestre representam 15,45% e 4,92%, respectivamente.