Os médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmaram, nesta quarta-feira (31), que a previsão de alta hospitalar está mantida para esta quinta-feira (1º). A equipe, no entanto, não informou o horário exato da liberação, que dependerá de uma reavaliação clínica pela manhã. Após receber alta, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre prisão preventiva.

Em coletiva de imprensa, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que a cirurgia de hérnia inguinal bilateral e os procedimentos subsequentes para conter os soluços transcorreram conforme o planejado. “Amanhã [quinta], ele completa sete dias dessa cirurgia, está correndo tudo bem do ponto de vista pós-operatório, e a gente está mantendo a previsão de alta para amanhã”, declarou o médico.

O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe clínica, relatou que o paciente apresentou picos de pressão arterial após os procedimentos, mas que foram estabilizados com medicação. Os especialistas também informaram que os bloqueios do nervo frênico, realizados para controlar os soluços, não produziram os resultados esperados. Portanto, o manejo do quadro continuará sendo feito por via medicamentosa. “Eram os recursos que nós tínhamos disponíveis na literatura médica”, explicou Caiado.

Os médicos detalharam que, mesmo após a alta e o retorno à prisão, Bolsonaro continuará a ser acompanhado pela equipe, com visitas sendo realizadas conforme a necessidade.

O ex-presidente está internado no hospital DF Star, no Distrito Federal, desde o dia 24 de dezembro, para a realização da cirurgia de hérnia, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Posteriormente, a equipe médica avaliou a necessidade de procedimentos adicionais para conter os soluços persistentes. Foram realizados bloqueios do nervo frênico nos dias 27 e 29 de dezembro. Na terça-feira (30), segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi feito um procedimento de reforço. Nesta quarta, o paciente passou por uma endoscopia, que constatou a persistência de esofagite e gastrite. Os médicos também confirmaram que Bolsonaro está em uso de medicamentos antidepressivos.

Fonte: G1