Uma reunião agendada para a próxima semana entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso Master, e André Mendonça, responsável pelo inquérito sobre os descontos do INSS, deve ser decisiva para determinar se a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) terá acesso aos documentos sigilosos apreendidos nas investigações envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro.

Os parlamentares da comissão chegaram a considerar um pedido direto ao ministro Mendonça para que revisasse a decisão de Toffoli, que vetou o acesso da CPMI ao material sigiloso e atribuiu a responsabilidade sobre ele ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A estratégia visa evitar conflitos internos no STF, já que as duas investigações tendem a cruzar nomes e informações.

Paralelamente, a CPMI aprovou a convocação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master, para prestar esclarecimentos na próxima semana sobre os contratos de crédito consignado operados pela instituição.

Em desenvolvimento relacionado, o presidente do INSS informou que o órgão suspendeu 250 mil contratos de crédito consignado devido à falta de documentação que comprovasse a anuência dos segurados.

O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, declarou que já solicitou uma conversa com o ministro Toffoli para obter autorização para o depoimento de Vorcaro perante a comissão. O tema do acesso aos dados sigilosos também será retomado nesse encontro.

Enquanto alguns parlamentares buscam criar comissões específicas para investigar o caso Master – seja uma CPI na Câmara ou uma nova CPMI –, a comissão que já trata do INSS trabalha para incluir o caso Master dentro do seu escopo de investigação.