O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reafirmou sua disposição de ser o candidato do PSD à Presidência da República nas eleições deste ano. Em entrevista ao g1, o chefe do Executivo gaúcho destacou sua intenção de liderar um projeto nacional de despolarização do país.

“Me sinto pronto para liderar um projeto nacional de despolarização do país. O Brasil precisa sair dessa polarização radicalizada que coloca brasileiros contra brasileiros”, declarou Leite.

O governador busca se diferenciar de seus correligionários Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO), que também são pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto. Os três disputam a preferência do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.

“O que considero me dar um diferencial em relação aos meus colegas, pelos quais tenho muito respeito, é justamente a possibilidade de liderar uma candidatura independente, porque não abracei nas eleições de 2022, nem Lula (PT) nem (Jair) Bolsonaro (PL)”, afirmou Leite.

“Sou um crítico, todos sabem disso, dos dois campos que polarizam a eleição e os processos eleitorais no Brasil e defendo um caminho alternativo. Inclusive, pagando o preço de enfrentar os dois campos”, completou o governador.

Leite migrou do PSDB para o PSD em maio de 2025. Em janeiro deste ano, Caiado deixou o União Brasil para se filiar à legenda. Agora, o PSD conta com um trio de presidenciáveis e deve escolher um deles para ir às urnas em outubro.

A escolha está com o presidente nacional da sigla, que já descartou anteriormente a realização de prévias para a definição. Segundo Leite, porém, Kassab não é o único agente do processo decisório.

“A decisão do partido vai ser tomada não apenas pelo presidente Kassab, mas o presidente ouvindo todas as lideranças do partido. É isso que a gente vai intensificar ao longo dessas próximas semanas”, disse o governador.

Leite já tem uma série de agendas de viagens a São Paulo, a pedido de Kassab, para se reunir com as lideranças do PSD. O grupo tem a expectativa de escolher um pré-candidato definitivo à presidência até abril.