O dólar registrou alta de 0,85% nesta sexta-feira (13), cotado a R$ 5,2867, após inverter o movimento negativo da manhã. A moeda chegou a atingir R$ 5,2962 na máxima do dia. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentava queda de 0,15%, aos 179.008 pontos.
O cenário de tensão no mercado financeiro é impulsionado principalmente pela alta do petróleo, que se mantém próximo da marca de US$ 100 por barril, e pela expectativa em torno de dados econômicos dos Estados Unidos.
Petróleo próximo de US$ 100 pressiona mercados
Os preços do petróleo seguem elevados, com o barril do Brent sendo negociado a US$ 99,09, após recuar 1,41%. A valorização acumula cerca de 40% desde o início do conflito no Oriente Médio, renovando preocupações com a inflação global e possíveis interrupções no fornecimento de energia, especialmente com ameaças ao Estreito de Ormuz.
Em resposta, o governo dos EUA concedeu uma licença temporária para a compra de petróleo russo, mas o alívio no mercado tem sido limitado.
Medidas do governo brasileiro para conter combustíveis
Diante da pressão internacional, o governo federal anunciou um pacote de medidas para mitigar o impacto nos preços dos combustíveis. As ações incluem a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel e subsídios a importadores e produtores.
Para compensar a perda de arrecadação, foi proposta a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. O governo estima que as medidas possam reduzir o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro. A Petrobras anunciou que aderirá ao programa.
Agenda econômica: Inflação e PIB dos EUA em foco
Nos Estados Unidos, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,3% em janeiro, ficando em linha com as expectativas. O dado é crucial para as decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os juros. A expectativa do mercado é de que a taxa seja mantida na próxima reunião.
O Produto Interno Bruto (PIB) americano do quarto trimestre de 2025 foi revisado para baixo, mostrando crescimento anualizado de 0,7%, abaixo da projeção anterior de 1,4%.
Desempenho dos mercados
- Dólar: Acumula alta de 2,11% no mês, mas queda de 4,49% no ano.
- Ibovespa: Acumula queda de 5,03% no mês, mas alta de 11,27% no ano.
Os mercados globais operam com cautela. Bolsas asiáticas fecharam em queda, enquanto os principais índices europeus e os futuros de Wall Street apontavam para uma abertura em leve alta.