O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (11) em território negativo, registrando uma queda de 0,29% por volta das 9h10, cotado a R$ 5,1799. O movimento ocorre em um dia carregado de eventos, com atenção voltada para as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e para a divulgação de importantes indicadores econômicos nos Estados Unidos.

No cenário doméstico, o foco dos investidores está em Gabriel Galípolo, que participa de um evento do BTG Pactual. Na segunda-feira, em discurso na ABBC, o presidente do BC sinalizou cautela, afirmando que as perspectivas de cortes na taxa de juros a partir de março não devem ser vistas como uma “volta da vitória” na luta contra a inflação. A declaração reforça o tom prudente da autoridade monetária, que foi ecoado pelo IPCA de janeiro, que subiu 0,33% no mês e 4,44% em 12 meses, ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Do outro lado do Atlântico, o dia é decisivo com a publicação do relatório de emprego (payroll) dos EUA, adiado devido a uma paralisação parcial do governo. As projeções do mercado apontam para a criação de 70 mil postos de trabalho em janeiro, um dado crucial para avaliar a resistência do mercado de trabalho americano. Paralelamente, os investidores acompanham a taxa de desemprego, com expectativa de alta para 4,4%. Estes números são fundamentais para os rumos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Panorama dos Mercados

Dólar:
Acumulado da semana: +1,50%
Acumulado do mês: +2,38%
Acumulado do ano: +15,24%

Ibovespa (abertura às 10h):
Acumulado da semana: +1,63%
Acumulado do mês: +2,52%
Acumulado do ano: +15,39%

Cenário Global

Nos Estados Unidos, os mercados futuros indicavam abertura mista, refletindo a ansiedade em torno dos dados de emprego. O Dow Jones subia 0,06%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuavam 0,03% e 0,17%, respectivamente.

Na Europa, as bolsas operavam com leve tom negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,14%, com o DAX alemão recuando 0,51% e o CAC 40 francês, 0,42%. O FTSE 100 britânico era a exceção, com alta de 0,49%.

Na Ásia, as bolsas encerraram a sessão majoritariamente em alta, impulsionadas por anúncios de estímulo do banco central chinês para fomentar a demanda interna. Seul (+1,00%), Taiwan (+1,61%) e Cingapura (+0,41%) fecharam no azul. Xangai teve leve alta de 0,09%, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado.