O dólar registrou queda nesta quarta-feira (25), negociado a R$ 5,1311 por volta das 10h50, uma baixa de 0,47%. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apresentava alta de 0,39%, atingindo 192.235 pontos.

Nos Estados Unidos, o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, na noite anterior, evitou menções diretas à China, mas focou em ameaças ao Irã e na operação que levou à prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. O presidente também abordou temas econômicos como inflação, tarifas comerciais e o desempenho do mercado. O cenário político doméstico, com queda na aprovação de Trump, preocupa aliados às vésperas das eleições de meio de mandato.

A agenda econômica americana também incluiu a expectativa pelo balanço da Nvidia, a ser divulgado após o fechamento do mercado, e discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed).

No Brasil, o Tesouro Nacional informou um superávit primário do Governo Central de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado superior ao esperado (R$ 88,8 bilhões). O dado positivo foi impulsionado pela arrecadação federal, que atingiu o maior patamar para o mês desde 1995.

No campo político, uma pesquisa da AtlasIntel indicou um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente.

Na véspera, o mercado já havia reagido positivamente: o Ibovespa subiu 1,40%, fechando em 191.490,40 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,26%, para R$ 5,1553, com entrada de capital estrangeiro.

Discurso de Trump no Congresso

Em tom combativo, o presidente dos EUA dedicou parte significativa de seu discurso à política externa, acusando o Irã de buscar armamento nuclear e celebrando a captura de Nicolás Maduro. Na economia, exaltou os resultados de seu governo, citando queda na inflação e crescimento da renda, embora especialistas contestem parte das afirmações. Trump também criticou uma decisão da Suprema Corte sobre tarifas e anunciou uma nova tarifa global de 15% sobre importações.

Contas Públicas do Brasil

O superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro foi impulsionado pela arrecadação recorde. A meta para 2026 é um superávit de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 bilhões), com uma faixa de tolerância. No entanto, projeções indicam que, na prática, as contas podem registrar um déficit de R$ 23,3 bilhões naquele ano, o que manteria o resultado no vermelho durante o terceiro mandato de Lula.

Mercados Globais

Em Wall Street, os índices futuros indicavam leves altas, com investidores atentos aos resultados da Nvidia e às incertezas sobre tarifas comerciais. Na Europa, o clima era positivo, com o índice STOXX 600 subindo 0,53% e atingindo novo recorde histórico. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para os ganhos no Japão (Nikkei +2,2%) e na Coreia do Sul (KOSPI +1,91%), impulsionadas por setores como tecnologia e mineração.

Resumo dos principais indicadores:

  • Dólar: Acumulado na semana: -0,40%; no mês: -1,76%; no ano: -6,07%.
  • Ibovespa: Acumulado na semana: +0,50%; no mês: +5,58%; no ano: +18,85%.