O dólar opera em alta nesta sexta-feira (27), com avanço de 0,47% por volta das 10h31, cotado a R$ 5,1629. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu em queda de 0,49%, aos 190.074 pontos.
No Brasil, o IBGE divulgou pela manhã a prévia da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA-15. Os preços subiram 0,84% no mês e 4,10% em 12 meses, puxados pelas mensalidades escolares.
Também sai a Nota de Política Fiscal de janeiro, publicada pelo Banco Central. Em 2025, as contas do setor público consolidado registraram déficit primário de R$ 55,0 bilhões (0,43% do PIB), acima do resultado de 2024, que foi negativo em R$ 47,6 bilhões (0,40% do PIB). No Governo Central, o déficit chegou a R$ 58,7 bilhões (0,46% do PIB), também maior que no ano anterior.
A União Europeia anunciou hoje que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos. No Brasil, o texto segue para o Senado.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que mede a variação dos preços no atacado. A previsão é de alta de 0,3% no mês, tanto no índice geral quanto no núcleo, com variações anuais de 2,6% e 3%, respectivamente.
No cenário internacional, EUA e Irã avançaram nas negociações sobre a questão nuclear, em meio ao reforço militar americano no Oriente Médio. Já o Paquistão e o Afeganistão trocaram ataques na madrugada desta sexta-feira, após Islamabade ter declarado uma “guerra aberta” ao país vizinho.
Dólar e Ibovespa: desempenho acumulado
Dólar:
Acumulado da semana: -0,71%;
Acumulado do mês: -2,07%;
Acumulado do ano: -6,37%.
Ibovespa:
Acumulado da semana: +0,25%;
Acumulado do mês: +5,32%;
Acumulado do ano: +18,54%.
Prévia da inflação
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acima do que o mercado esperava, segundo o IBGE. Foi a maior alta para o mês desde fevereiro de 2025.
No acumulado de 2026, o índice soma 1,04%, e em 12 meses, 4,10%, abaixo dos 4,50% do período anterior.
O principal fator de pressão veio do grupo Educação, que avançou 5,20%, puxado pelos reajustes das mensalidades escolares no início do ano letivo. Transportes teve a segunda maior alta (1,72%), influenciado sobretudo pelo aumento das passagens aéreas (11,64%) e dos combustíveis.
Outros grupos tiveram variações mais moderadas: Saúde e cuidados pessoais subiu 0,67%, enquanto Vestuário recuou 0,42%.
Em Alimentação, a alta foi de 0,20%, com aumento do tomate e das carnes, compensado por quedas no arroz, frango e frutas. A energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a conter a inflação no mês.
Economistas avaliaram que o resultado trouxe sinais mistos, mas reforçou a expectativa de que o Banco Central inicie cortes de juros em março. Analistas projetam inflação entre 3,8% e 4,0% para os próximos anos, apesar da pressão pontual vinda da educação e das passagens aéreas.
UE-Mercosul
A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (27) que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos.
Segundo a Comissão Europeia, a medida pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco.
O acordo também é defendido por países como Alemanha e Espanha como forma de compensar impactos das tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China.
O acordo, porém, enfrenta forte resistência da França e de produtores rurais europeus, que temem aumento das importações de carne, açúcar e aves, além de estar sob análise do Tribunal de Justiça da UE, o que pode atrasar sua entrada em vigor definitiva.
Mercados globais
Em Wall Street, os índices futuros operam em queda nesta sexta-feira, refletindo a forte baixa das empresas de tecnologia no dia anterior, especialmente da Nvidia.
O mercado tenta se recuperar enquanto aguarda um novo dado importante de inflação, o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que mostra como estão os custos para as empresas.
Por volta das 9h (horário de Brasília), o Dow Jones futuro recuava 0,37%. O S&P 500 futuro registrava queda de 0,16%. Já o Nasdaq futuro caía 0,10%.
Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos.
O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial.
Entre os índices, o STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%.
Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar.
Nos fechamentos do dia: em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos.
Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado.