O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em terreno negativo, registrando uma queda de 0,27% e sendo cotado a R$ 5,2415. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, prepara-se para abrir os negócios às 10h.
No cenário doméstico, a atenção dos investidores está voltada para dois pontos principais: a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a publicação dos dados de produção industrial referentes a dezembro. A ata do Copom é aguardada por trazer possíveis sinalizações sobre o início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros. Já os números da indústria têm expectativa de crescimento, tanto na comparação mensal (estimativa de +0,8%) quanto na anual.
A agenda política também ganha destaque, com o envio ao Congresso Nacional do texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas para mais de 90% do comércio entre os blocos.
Internacionalmente, o calendário econômico sofreu ajustes. A divulgação do relatório Jolts, que mede as vagas de emprego abertas nos Estados Unidos, foi adiada devido a uma paralisação parcial do governo americano, afetando a programação de indicadores.
Desempenho dos Mercados
Dólar:
Acumulado da semana: -0,74%
Acumulado do mês: -4,39%
Acumulado do ano: -4,39%
Ibovespa:
Acumulado da semana: +1,40%
Acumulado do mês: +12,56%
Acumulado do ano: +12,56%
Panorama da Indústria Brasileira
Os dados divulgados mostram que a produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro (já descontados os efeitos sazonais), houve retração de 1,2%, o recuo mais intenso desde julho de 2024. Contudo, frente a dezembro de 2024, o setor registrou leve alta de 0,4%, interrompendo uma sequência de dois meses de resultados negativos.
No acumulado do ano de 2025, a indústria cresceu 0,6%, desempenho moderado se comparado ao avanço de 3,1% em 2024. Apesar das oscilações, o nível de produção permanece 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda se encontra 16,3% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.
Cenário Internacional
Wall Street: Após um início de semana cauteloso, os mercados norte-americanos fecharam em alta na segunda-feira. O S&P 500 subiu 0,54%, impulsionado por empresas de chips e inteligência artificial. O Nasdaq avançou 0,55% e o Dow Jones teve ganho de 1,06%.
Europa: Os principais índices europeus também fecharam no positivo, com o STOXX 600 subindo 1,03%. O DAX (Alemanha) avançou 1,05%, o CAC 40 (França) ganhou 0,67% e o FTSE 100 (Reino Unido) somou 1,15%.
Ásia: Em contraste, as bolsas asiáticas tiveram um pregão fortemente negativo, pressionadas pela desvalorização de commodities e por indicadores considerados fracos da economia chinesa. A bolsa de Xangai caiu 2,48%, o Hang Seng (Hong Kong) recuou 2,23% e o Nikkei (Japão) teve queda de 1,2%. A queda mais acentuada foi a do Kospi (Coreia do Sul), com recuo de 5,26%.