O Banco Central (BC) emitiu um comunicado oficial nesta sexta-feira (23) defendendo a atuação do diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, no episódio envolvendo a liquidação do banco Master e a proposta de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB).

Em nota publicada no site da instituição, Ailton de Aquino afirmou categoricamente que “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas” e anunciou a abertura de seu sigilo bancário, fiscal e das conversas mantidas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Segundo o BC, foi sob a supervisão de Aquino que a área de fiscalização identificou inconsistências nas operações do Master, promovendo “rigorosas investigações” que comprovaram a insubsistência dos ativos das carteiras em questão.

A mesma área foi responsável por comunicar os ilícitos ao Ministério Público Federal, fornecendo documentação comprobatória e análises técnicas detalhadas.

Para prevenir novos impactos na liquidez do BRB, o BC aplicou uma medida prudencial preventiva à instituição. Foi também iniciativa do diretor Ailton de Aquino submeter à diretoria do BC a proposta de liquidação extrajudicial das empresas do Conglomerado Master, considerando os ilícitos identificados.

O Banco Central reforçou seu papel legal de monitorar permanentemente as condições de liquidez e aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger depositantes, investidores e credores.

A autoridade monetária destacou ainda que cada instituição financeira tem “exclusiva e integral responsabilidade” pela análise da qualidade dos créditos que adquire, devendo manter controles internos adequados para gerenciar riscos.

Em demonstração de transparência, o diretor Ailton de Aquino colocou à disposição do MPF e da Polícia Federal todas as suas informações bancárias, fiscais e registros de conversas, renunciando ao sigilo sobre esses dados.