A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, classificou como “crime grave” o vazamento de documentos sigilosos recebidos pela CPMI do INSS. Em nota oficial, os advogados anunciaram que o caso será comunicado às autoridades competentes para apuração e responsabilização.
Os advogados sustentam que não tiveram acesso ao material divulgado e negam qualquer relação de seu cliente com as fraudes no INSS investigadas pela comissão parlamentar. A defesa questiona a legalidade da quebra de sigilo e afirma que as informações publicadas referem-se apenas a rendas e movimentações financeiras legais, devidamente declaradas ao Fisco.
Entre as fontes de renda mencionadas estão a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, empresas com atuação legal registrada. Também foram citados rendimentos de aplicações financeiras, valores relacionados a herança recebida de sua mãe, Dona Marisa, e operações privadas legítimas.
A nota da defesa destaca ainda que a “soma de movimentações” apresentada em relatórios financeiros não representa valores líquidos efetivamente recebidos, pois um mesmo valor pode ser registrado múltiplas vezes em diferentes operações. Os advogados argumentam que a análise deve focar nas transações específicas, não no somatório geral.
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que “todos os esclarecimentos foram prestados pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva”. O caso continua sob investigação pela CPMI do INSS.