A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo requerimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a conversão da prisão em regime domiciliar. O pedido, feito nesta quarta-feira (31), fundamenta-se no quadro de saúde atualizado do ex-presidente, que recebeu alta hospitalar na quinta-feira (1).

Os advogados alegam que a condição médica de Bolsonaro, após intervenções cirúrgicas recentes para correção de uma hérnia inguinal e tratamento de crises de soluços persistentes, justifica a medida. A defesa utiliza como precedente direto a decisão do próprio ministro Moraes, que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Mello com base em um diagnóstico de apneia do sono.

Na petição, a defesa argumenta que o pedido leva em conta “a um só tempo, a atualização e agravamento do quadro médico e o paradigma da recente concessão do mesmo benefício ora pleiteado”.

O requerimento é respaldado por um relatório médico assinado pelos doutores Cláudio Birolini e Leandro Echenique. O documento alerta para riscos significativos à saúde, considerando a idade do paciente e suas comorbidades documentadas. Segundo os médicos, a não adoção de cuidados específicos ou um agravamento clínico poderia levar a sérias complicações, como:

  • Pneumonia broncoaspirativa
  • Insuficiência respiratória
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Risco de quedas com traumatismos, especialmente cranioencefálicos
  • Piora da função renal por desidratação ou hipertensão não controlada
  • Crises hipertensivas e declínio funcional

Ao final da petição, os advogados expressam a expectativa de que, diante das evidências médicas apresentadas, seja garantida a Bolsonaro a permanência em sua residência. Eles sustentam que os cuidados necessários “evidentemente, não lhe poderiam ser dispensados nas dependências da Polícia Federal”.

Fonte: G1