A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que o ex-presidente permaneça internado no hospital DF Star, em Brasília, até que seja tomada uma decisão sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado na quarta-feira (31).
Os advogados fundamentam o requerimento no quadro clínico recente e ainda em evolução do ex-presidente, que passou por intervenções cirúrgicas para correção de uma hérnia inguinal e para conter crises de soluços. A defesa argumenta que as intercorrências pós-operatórias exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado, recomendando a manutenção temporária no ambiente hospitalar.
“O pedido se justifica diante do quadro clínico recente e ainda em evolução, bem como das intercorrências pós-operatórias registradas, que exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado”, afirmou a defesa no documento.
Contudo, a equipe médica que acompanha Bolsonaro manteve, na quarta-feira (31), a previsão de alta hospitalar para a quinta-feira (1º). Pela manhã, os médicos devem reavaliar o paciente. Caso receba alta, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso.
O cirurgião Cláudio Birolini afirmou, em coletiva de imprensa, que os procedimentos realizados – a cirurgia de hérnia e os bloqueios do nervo frênico – transcorreram conforme o planejado.
Histórico da internação
Bolsonaro está internado no DF Star desde 24 de dezembro, quando deu entrada para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. O procedimento foi realizado no dia seguinte sem intercorrências.
Posteriormente, a equipe médica avaliou a necessidade de procedimentos adicionais para conter um quadro persistente de soluços. No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Na segunda-feira (29), foi feito o bloqueio do lado direito. Na terça-feira (30), foi realizada uma cirurgia de reforço, conforme informado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na quarta-feira (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia, que constatou a persistência de esofagite e gastrite. Os médicos também informaram que Bolsonaro está em uso de medicamentos antidepressivos.
Fonte: G1