O apresentador José Luiz Datena (PSDB) e o empresário Pablo Marçal (PRTB) firmaram um acordo na Justiça de São Paulo para encerrar todos os processos judiciais decorrentes da famosa “cadeirada” ocorrida durante um debate eleitoral da TV Cultura em setembro de 2024. O acordo, homologado pela juíza Priscilla Bittar Neves Netto, da 30ª Vara Cível, extinguiu sete ações envolvendo os dois, abrangendo esferas cível, criminal e eleitoral.

Os termos do acordo não foram divulgados pelas partes. A assessoria de Pablo Marçal informou que o empresário realizará uma coletiva de imprensa para comentar o assunto, que também inclui um acordo com Guilherme Boulos (PSOL) para paralisar um processo eleitoral relacionado a um laudo falso publicado na mesma campanha – caso pelo qual Marçal foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização a Boulos.

O episódio da cadeirada

O incidente violento aconteceu durante o debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo. Após uma provocação de Marçal, que questionou quando Datena pararia com a “palhaçada” e desistiria da candidatura, citando uma denúncia de assédio sexual contra o apresentador, a discussão se acirrou. Datena, visivelmente alterado, reagiu chamando Marçal de “bandidinho” e, em seguida, desferiu uma cadeirada contra o adversário.

O debate foi interrompido, e Pablo Marçal foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde foi diagnosticado com uma fratura na costela. Após o retorno do programa, o moderador Leão Serva anunciou a expulsão de Datena do encontro por agressão física. Marçal, que também recebeu uma advertência por agressão verbal, deixou o local para atendimento médico.

Repercussão e justificativas

Na época, Datena justificou sua reação ao afirmar que “perdeu a cabeça” ao se lembrar da morte de sua sogra, que, segundo ele, sofreu um AVC após tomar conhecimento da denúncia de assédio sexual. “Eu senti tudo isso voltar na minha cabeça e, na verdade, eu não pude me conter. Tô errado? Tô. Mas fazer o que? Já foi”, declarou o apresentador na saída do debate.

O episódio, amplamente divulgado nas redes sociais e na imprensa, marcou a campanha eleitoral de 2024, vencida por Ricardo Nunes (MDB). Com a homologação do acordo judicial, os dois ex-adversários encerram oficialmente o capítulo judicial do conflito que começou com uma cadeirada ao vivo na televisão.