Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal Folha de S.Paulo revela que a avaliação positiva da gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registrou alta. Atualmente, 45% dos paulistas consideram seu governo ótimo ou bom, um aumento em relação aos 41% registrados na pesquisa anterior, de abril do ano passado.
Em contrapartida, a avaliação negativa recuou de 22% para 20%. A parcela que classifica a gestão como regular caiu de 33% para 31%, enquanto os que não souberam opinar se mantiveram em 4%.
A pesquisa também avaliou o trabalho do governador, que completou três anos e dois meses no cargo. A aprovação pessoal de Tarcísio subiu para 64%, contra 61% no levantamento anterior. A reprovação caiu de 33% para 30%, e os que não souberam responder permaneceram em 6%.
Perfil da Aprovação
O Datafolha traçou um perfil sociodemográfico das avaliações. A aprovação é mais forte entre:
- Homens (49%) do que entre mulheres (42%).
- Eleitores com 60 anos ou mais (59%) em comparação com jovens de 16 a 24 anos (27%).
- Pessoas com menor escolaridade (54%) frente às com maior instrução (43%).
- Moradores do interior do estado (49%) contra a Região Metropolitana de São Paulo (41%).
- Empresários (67%), enquanto entre funcionários públicos a taxa é de apenas 19%.
A reprovação, por sua vez, é mais acentuada entre eleitores com maior escolaridade (29%), na faixa de renda de cinco a dez salários mínimos (31%), entre funcionários públicos (41%) e na Região Metropolitana de São Paulo (27%).
Percepção de Alinhamento Político
Quando questionados sobre a qual liderança política Tarcísio é aliado, a maioria esmagadora dos paulistas, 69%, associou o governador ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apenas 10% o veem como aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 3% afirmam que ele não é aliado de nenhum dos dois, 1% diz que é aliado de ambos, e 17% não souberam responder.
Metodologia: O Datafolha entrevistou 1.608 eleitores de 16 anos ou mais em 71 municípios paulistas entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.