O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já definiu a sucessão para quando deixar o cargo. A escolha recai sobre a continuidade: Dario Durigan, atual secretário-executivo, deve assumir o comando do ministério.

Haddad pretende colaborar com a campanha do presidente Lula (PT) e não tem planos de disputar a eleição, embora o presidente já tenha tido duas conversas com o ministro e vá insistir para que ele concorra ao governo de São Paulo.

Para o posto de “número 2” (secretário-executivo), o escolhido é Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional e um dos arquitetos do arcabouço fiscal. Com essa mudança, Regis Dudena assume a Secretaria de Reformas Econômicas.

A chapa “puro sangue” da equipe econômica é um sinal de Lula e Haddad ao mercado de que não haverá guinada na política de consolidação fiscal.

O perfil do sucessor

Durigan, que está no posto de secretário-executivo desde junho de 2023, consolidou-se como o “CEO do ministério”. Advogado e ex-diretor de políticas públicas do WhatsApp, ele é visto em Brasília e pelo mercado financeiro como um perfil técnico e, acima de tudo, conciliador.

A escolha de Durigan visa blindar a Fazenda de pressões políticas em ano eleitoral, mantendo um interlocutor que transita bem tanto no Palácio do Planalto quanto na Faria Lima.

Dança das cadeiras

A promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo. Há ainda a expectativa de mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente comandada por Marcos Pinto, que pode passar por alterações nesse novo desenho da Esplanada.