A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou publicamente uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação, convite ou transferência de sigilo apresentados na CPMI do INSS. A ação foi uma resposta direta ao pastor Silas Malafaia, que havia exigido publicamente a divulgação dos nomes após a senadora mencionar a participação de “grandes igrejas e pastores” em esquemas de fraude.
Segundo Damares, todos os requerimentos foram elaborados com base em indícios encontrados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal. A polêmica começou com uma entrevista da senadora ao SBT News, onde ela afirmou que a comissão estava identificando a participação de igrejas nos esquemas de fraudes contra aposentados.
Em resposta, Malafaia publicou um vídeo nas redes sociais classificando as acusações como graves e desafiando a senadora a apresentar provas ou se calar. “Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda”, afirmou o pastor.
Damares então divulgou uma nota oficial e a lista completa dos requerimentos, afirmando que as informações são públicas e constam em documentos da CPI. Ela reiterou que a eventual participação de igrejas em fraudes lhe causa “profundo desconforto”, mas que a comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos.
Lista de Igrejas e Pastores Citados
Igrejas com pedido de transferência de sigilo:
- Adoração Church
- Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo
- Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch)
- Igreja Evangélica Campo de Anatote
Pastores e Líderes Religiosos:
- Fabiano Campos Zettel (empresário e líder religioso, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master) – Convite para comparecer à CPMI.
- Cesar Belucci do Nascimento – Convite.
- André Machado Valadão – Convocação para depoimento e transferência de sigilo.
- Péricles Albino Gonçalves – Convite.
- André Fernandes – Convite.
Alguns desses pedidos já foram aprovados pela comissão, enquanto outros ainda aguardam análise. O caso expõe a tensão entre a investigação parlamentar e setores influentes da comunidade evangélica, levantando debates sobre transparência, responsabilidade e a interseção entre religião e escândalos financeiros.