A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu início nesta segunda-feira (9) a uma nova investigação administrativa focada nas ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e de outras entidades ligadas ao caso. A apuração será conduzida por um Grupo de Trabalho (GT) criado por deliberação do Comitê de Gestão de Riscos (CGR) da autarquia.

Segundo a CVM, o objetivo do GT é “consolidar e sistematizar fatos, processos e informações, com vistas ao aprimoramento do diagnóstico institucional, o acompanhamento integrado e mais próximo das ações em curso, e prestação de contas à sociedade”.

Esta investigação da CVM é independente e não se confunde com outras apurações em andamento contra os mesmos grupos. Paralelamente, o Banco Master e a Reag são alvos de investigações criminais da Polícia Federal e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de São Paulo, que apuram crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O Banco Central também abriu uma sindicância interna para investigar a atuação de seus servidores no processo que levou à liquidação do Banco Master em novembro de 2025. Nenhuma dessas outras investigações foi concluída e os controladores ainda não foram formalmente denunciados.

O Comitê de Gestão de Riscos da CVM afirmou ter acessado informações das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação, incluindo a abertura de procedimentos nos últimos anos, comunicações a outros órgãos e o andamento de inquéritos correlatos. A autarquia também poderá avaliar possíveis melhorias em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional.

A fase preliminar desta nova apuração da CVM terá duração de até três semanas. Ao final do prazo, um relatório será elaborado para apreciação e deliberação final pelo Comitê de Gestão de Riscos.